Não se iluda, suas apresentações são terríveis. Mas a culpa não é sua!

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Calma! Calma! Calma! Por favor não me leve a mal. Não quero que você fique na defensiva, mas eu preciso falar de um problema sério que acontece com muitas Startups, e que você, como Startup, pode também ser vítima disso sem saber.

Vou falar um pouco de algo que aconteceu comigo e que, provavelmente, ocorreu com você. É algo que nos tornou vítima na nossa formação enquanto apresentadores.

Bem… eu me lembro do tempo da escola quando tinham aquelas feiras de ciências, em que a gente tinha que apresentar projetos para os pais, professores e alunos.

Era bem legal pois no final todos batiam palmas. Isso aconteceu com você?

E, naquele momento, pensávamos que isso era um indicador suficiente para acreditar que a apresentação que tínhamos feito tinha sido excelente. #sqn

Bem, convido você a seguir lendo esse post pois você vai descobrir nessa jornada:

  • A raiz de todo problema de comunicação, apresentação e de seu Pitch.
  • Que comunicação não se trata somente de explicação, mas de conexão.
  • Qual é o grande mal que assola a vida de muitas Startups, mas que elas nem se dão conta de que ele existe.
  • Você vai identificar se sua Startup está sofrendo desse mal, e vai saber o que fazer pra se livrar dele.
  • Vamos dar uma dica, super simples, do que você já pode fazer hoje para não cometer esse erro e começar a se conectar com o seu ouvinte. Teremos um post mais pra frente pra falar sobre isso com mais detalhes.

Tudo Começa na Infância

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Nesses 6 anos de Pling Ideas ensinando e ajudando Startups a levantarem investimento e a atraírem mais clientes através de Pitches claros, concisos, e convincentes, eu já vi muita Startup apresentando seu Pitch como criança na feira de ciências.

E como essas Startups chegam nesse ponto? Tudo começa na infância.

Ninguém ensinou você a apresentar suas ideias, trabalhos e projetos. O fato é que na escola aprendemos matemática, português, ciências, mas nada sobre apresentações. Afinal, você é somente uma criança.

E aqui acontece o PRIMEIRO problema: você faz a mesma apresentação para os pais, professores e também para os alunos.

Sua apresentação é a mesma para todas as pessoas que aparecem na sua frente.

Você não se preocupa com QUEM vai ouvir você, mas somente com O QUE vão ouvir de você.

E aqui a gente passa para o SEGUNDO problema: você não fala usando a linguagem do seu público, mas a sua linguagem.

Você usa uma linguagem que, aos seus olhos, parece ser muito fácil, tranquila e plenamente compreensível para todos que vão escutar você. Mas que de fato pode não funcionar.

Isso resulta o TERCEIRO problema: você acha que faz boas apresentações.

Até aqui tudo bem. A vida segue, você cresce e entra na universidade.

Lá você aprende a fazer slides. Ó, os slides!!

Bullet points para deixar tudo estruturado e claro, textos e mais textos, e como ninguém te avisou desde pequeno que importava mudar o discurso para quando o público mudasse, você continua fazendo a mesma coisa, usando os mesmos slides para públicos diferentes e acreditando que todos estão compreendendo sua mensagem.

E como se não bastasse, continuam batendo palmas para você ao final de sua apresentação. E se batem palmas, então está tudo bem, não é mesmo?!

Você segue firme e forte fazendo as apresentações do mesmo jeito.

O problema é que isso se transforma em uma bola de neve. Quando você sai da universidade e chega no mercado de trabalho (nem vou mencionar aqui as entrevistas de emprego e escrita de currículos), você faz o que?

Exatamente a mesma coisa!

Essa é a hora em que você pensa assim:

“ — Mas pera aí! O que tem de errado com minhas apresentações? Eu conheço bem o meu negócio e meu assunto. Já fiz centenas de apresentações, o pessoal bate palmas. Qual é o problema nisso? Você tá dizendo que eu não sei fazer apresentações? É isso?!

Respondo com duas boas histórias. Vamos seguindo…

Histórias que Inspiram e Ensinam

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Num hospital de câncer, um recrutador tinha 2 currículos na mão.

Muito parecidos, por sinal. Mesma faculdade, notas parecidas, disciplinas extracurriculares parecidas, bolsas de pesquisa parecidas, participação em congressos parecidos, entre outras coisas afins.

Enfim, duas pessoas bem parecidas.

Então o recrutador tem a ideia de chamar os 2 candidatos para conversar. Ele chama o primeiro e diz:

“ — Me fale um pouco sobre você.

E ele diz que tinha concluído o curso na universidade X, que tinha boas notas, que recebeu bolsa de pesquisa, …, e blá, blá, blá. Praticamente repetiu o que estava escrito no currículo.

Então ele chamou o segundo e fez o mesmo pedido, e ele respondeu:

“ — Permita-me começar pelo o que não está no meu currículo.

Quando eu tinha 15 anos, minha irmã de 8 foi diagnosticada com câncer. Então começou nossa corrida pra salvar a vida dela. Viemos muito aqui nesse hospital. Eu vi muito a dor desse povo nos corredores. Mas depois de longos 6 meses, minha irmã não resistiu e faleceu.

Naquele mesmo dia eu tomei a decisão de ser enfermeiro e trabalhar aqui, porque eu queria poder fazer por esses que estão aí o mesmo que eu fiz pela minha irmã.

Pergunto: Quem você acha que ele contratou? Quem você contrataria?

Todos os 2 candidatos sabiam bem suas histórias, suas trajetórias, sabiam bem dos seus próprios dados, mas somente um soube contar uma história que se conectou com o recrutador e, com isso, foi convincente.

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Sabe o por quê?

Porquê ele percebeu que no mundo dos negócios quem conta a melhor história vence.

O primeiro candidato poderia até ser melhor tecnicamente para essa vaga, mas somente o segundo conseguiu responder aquela pergunta que todo recrutador tem na cabeça:

“ — Por que devo contratar você?

E isso não é uma historinha bonita ou motivacional. Eu mesmo passei por essa situação quando fui convidado para fazer uma palestra sobre “Internet e Democracia”.

Uma longa história, mas que resumindo…

…éramos dois falando sobre o tema: eu e uma professora doutora de uma universidade federal.

Deixa eu explicar melhor o cenário: UMA PROFESSORA DOUTORA e eu.

E no momento do coffee-break uma pessoa da plateia chegou pra mim e disse:

“ — Eu tava ouvindo o pessoal falar ali nas cadeiras de trás: ‘- Muito bom. Ele está dentro do tema. Ela não.’ 

Então, como um cara com mestrado em computação vai falar de democracia com uma professora doutora em sociologia, com livro escrito e tudo mais? Quem, teoricamente, vai falar melhor sobre o tema?

Sem sombra de dúvidas que ela. Mas como é que eu consegui me sair melhor?

Simples! Ela deu uma aula. Eu fiz uma apresentação.

Ela fez como todo mundo faz na universidade, como todo mundo faz desde o tempo da escola. Eu usei um método para construção de discursos e apresentações mais convincentes, mais persuasivos.

Ela fez como os professores e os alunos da universidade fazem todos os dias. Eu fiz baseado no método do Campeão de Elevator Pitch dos EUA, Chris Westfall.

Percebe como é urgente tratar o problema de apresentações mal feitas?

Poderia ser a sua Startup

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E o que é que sua Startup tem a ver com isso?

Não saber vender sua ideia desde o momento da validação dela, até o atual estágio que ela se encontra, é como deixar que um vírus silencioso vá destruindo sua Startup sem fazer muito barulho. Perigosíssimo !

E sabe o que acontece no final? Ela morre porque não conseguiu atrair clientes e/ou não conseguiu um investimento para acelerá-la.

A forma como você explica sua Startup faz toda a diferença para sua sobrevivência.

Eu já vi Startup escapar da morte só porque mudou o Pitch.

Mas só pra você ter uma ideia de como isso é silencioso, e não nos damos conta de que existe, certa vez decidi fazer uma simples pesquisa.

Eu escolhi uma Startup local e selecionei 10 pessoas com perfis diferentes (já que a Startup diz que ela é pra TODO MUNDO), mostrei o site da Startup e fiz 5 simples perguntas:

  1. Você entendeu a ideia da Startup? Como eu sabia do que se tratava a Startup eu sabia identificar se a pessoa tinha compreendido ou não a ideia.
  2. Você sabe o que a Startup faz por você?
  3. Você tem vontade de saber mais?
  4. Você baixaria o app?
  5. Você baixou o app?

E o resultado foi o seguinte:

  • 80% explicaram a ideia de forma diferente de como a Startup explica e 20% nem sequer entenderam a ideia.
  • nenhuma das 10 pessoas conseguiram dizer o que essa Startup fazia por elas.
  • 60% disse que não tinha vontade de saber mais, ao passo que 40% tinha.
  • 80% não baixaria o app, mas 20% baixaria.
  • E para essas pessoas que disseram que baixaria o app, eu dei 1 semana e perguntei: “ — E aí? Baixou aquele app lá?”, e elas disseram “– Não”.

O mais curioso disso tudo foi que uma das pessoas entrevistadas tinha sido professor da CEO dessa Startup na faculdade. E ele disse:

“ — Eu já ouvi falar dessa ferramenta, … Ela foi minha aluna! … Ela faz [aqui ele explicou direitinho o que a startup faz], mas pelo vídeo, não dá pra entender nada e nem que ferramenta é!

E tem mais:

“ — Soube que ela já foi premiada e tudo! Mas sempre que vejo os anúncios, fico sem entender o que a ferramenta faz exatamente!

Pergunto: Quantos clientes essa Startup está deixando em cima da mesa?

Ou em outras palavras: Quanto dinheiro essa Startup está deixando em cima da mesa, só porque não consegue explicar sua ideia a partir do ponto de vista do cliente e não dela?

Ahh, mas aí você está pensando: “ — Mas ela já levou um prêmio!”

Se soubesse explicar melhor, poderia ter levado dois prêmios. Ou três, quem sabe.

Você só Percorreu Metade do Caminho

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Veja! Somente 1% das startups que apresentam seus Pitches recebem investimento.

Se você fizer igual a todo mundo e não trabalhar corretamente o seu Pitch, suas chances são de 1%. Simples assim!

Mas se você quiser aumentar suas chances, tem que fazer diferente, tem que fazer algo que ninguém faz.

E o que ninguém faz? Aprender COMO falar.

A internet está cheia de templates de Pitches, onde 99,99% deles ensinam somente O QUE falar. Quase nada ensina COMO falar.

Não basta saber O QUE falar, tem que saber COMO falar.

Esses templates são bons e necessários? Sim, claro. Mas NÃO são suficientes.

É preciso algo mais por um simples motivo: você merece ser ouvido e melhor compreendido.

Sua ideia merece ser compreendida pelos outros assim como você a compreende. E aí se você receber um não, você sabe que, pelo menos, o investidor ou cliente entendeu.

Pare e pense por 1 segundo: Já pensou levar um não só porque a pessoa do outro lado não entendeu?

Você faz tudo para fazer a diferença? Saiba que aquilo que você NÃO está fazendo faz toda a diferença (Emerson Espínola)

Então, o que você precisa fazer?

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Então se você acha que pode estar com esse problema de explicar sua ideia de forma clara, concisa e convincente; se você vai numa competição de Pitch e vê que seu Pitch é igual ao de todo mundo; se você não fez nenhum treinamento de Pitch, nem viu nada relacionado à apresentações…

…tem algo que você já pode começar a fazer imediatamente ao acabar de ler esse texto.

Pensar no seu Pitch a partir dos olhos do seu ouvinte e não dos seus.

 


Em 1867, Benjamin Disraeli e William Gladstone estavam concorrendo à vaga de Primeiro Ministro da Inglaterra. Durante o calor da batalha política, colocaram os dois para almoçar com uma jovem mulher. Queriam ver qual dos dois a mulher tinha gostado mais. E ela respondeu assim:

“ — Depois de almoçar com Sr. Gladstone, eu pensei que ele era a pessoa mais inteligente da Inglaterra. Mas depois de almoçar com Sr. Disraeli, eu pensei que eu era a pessoa mais inteligente da Inglaterra.”

E assim Benjamin Disraeli se tornou o Primeiro Ministro. Ele sabia que para ele ser importante, ele tinha que fazer os outros se sentirem importantes.


Para ser interessante, você tem que ser interessado. (Dale Carnegie)

Então o que você pode começar a fazer agora mesmo?

Procure palavras que façam seu potencial cliente e investidor sentirem que você está falando deles e não de você.

Faça isso e você vai ver a resposta mudar de:

“ — Não” ou “ — Tá certo. Obrigado.

para:

“ — Vamos conversar mais”.

Agora é se preparar para o próximo Pitch e para a próxima apresentação. Mãos à obra!

— — — — — —

Assinam esse texto: Mauro Silva & Emerson Espínola, sócios e fundadores do Pling Ideas (www.plingideas.com).

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Você está comprometido? Será mesmo?!

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Quantas vezes você já escutou essa pergunta: Você é uma pessoa comprometida?

Ou mesmo durante um projeto seu chefe, seu gerente, seu líder, comenta: Estou notando que falta comprometimento em você, o que está acontecendo?

E essa, já escutou? Não sei mais o que fazer para você ficar verdadeiramente comprometido com o projeto, com os prazos, enfim…

Dentre todos esses questionamentos e comentários, ainda existe o comprometimento quantitativo: Noto que você está 50% comprometido, o que fazer para você ficar totalmente comprometido? Tipo… 100% !

Perceba que várias são as nuances sobre comprometimento e, cada vez mais, fica confusa a resposta para a pergunta-chave:

O que é estar verdadeiramente comprometido com algo?

comprometer significa assumir responsabilidade grave, obrigar-se por palavra ou por escrito, revelar-se (comprometido).

No entanto, no dia a dia notamos que níveis — inclusive indesejados — de comprometimento caminham entre dois polos (negativo e positivo). Ele vai desde a apatia completa até o comprometimento total.

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Apatia

A pessoa não é nem contra nem a favor de uma visão compartilhada*. Ela é uma verdadeira desinteressada. Definitivamente sem energia. “Será que já são cinco horas?”.

Não-aceitação

Ela não consegue ver os benefícios de uma visão compartilhada e ainda não faz o que se espera. “Não vou fazer isso; ninguém pode me obrigar!”.

Aceitação Hostil

A pessoa não vê os benefícios da visão compartilhada. No entanto, não quer perder o emprego. Faz exatamente o que se espera porque tem que fazer. Mas deixa bem claro que não está “a bordo”.

Aceitação Formal

Neste estágio, de maneira geral, a pessoa consegue ver os benefícios da visão compartilhada. Faz o que se espera e nada mais. “Muito bom soldado”.

Aceitação Genuína

Agora é o momento de ver os benefícios da visão fazendo tudo o que se espera e faz até algumas coisas a mais. Mas segue “a lei”.

Participação

Agora ele quer e realmente deseja. Fará todo o possível dentro do “espírito da lei”.

Comprometimento

Além de querer e desejar, a pessoa definitivamente transformará a realidade de tal maneira que (re) cria todas as “leis” (estruturas) necessárias.

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Todos estes níveis de comprometimento, ligados a questão da visão compartilhada, torna-o mútuo e coletivo com o objetivo das pessoas se sentirem conectadas a algum empreendimento importante.

Com esse refinamento em diferentes níveis, agora fica bem mais claro classificar ou enquadrar alguém — ou nós mesmos — em diferentes momentos de nossas vidas no tocante ao comprometimento.

Consigo agora ver claramente que já passei pelos diferentes níveis em alguns momentos de minha vida profissional. Ora estava apenas participando, ora aceitando de maneira formal e, até mesmo, sendo apático.

Acredito verdadeiramente que a questão principal é:

Saber onde estamos enquadrados, para que seja possível identificar o ponto de alavancagem e virada para a verdadeiro comprometimento.

E você, em qual nível de comprometimento você está agora?

* * *

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~ E não esquece de deixar um comentário. Terei o maior prazer em interagir com você!

— —

* Uma visão compartilhada provê um leme para manter o processo de aprendizagem em curso quando o estresse de desenvolve. Com uma visão compartilhada, estamos mais propensos a expor nossas ideias, desistir de posições extremamente arraigadas e reconhecer dificuldades pessoais e organizacionais (Peter Senge, 2009).

Proativo que nada, você é reativo!

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Elogios não faltam para todos os problemas que você resolve de bate-pronto, não é verdade?

E normalmente esse elogio vem seguido da palavra proatividade. Isso mesmo! Você passa a ser reconhecido como uma pessoa diferenciada e que resolve, ou está pronto para resolver, os problemas ou situações que são endereçados a você.

A partir desse instante você começa a ser visto, dentro da organização para a qual você trabalha, como uma pessoa proativa.

 — E, convenhamos, quem não quer ser visto dessa maneira?

No entanto, olhando mais de perto, colocando uma lupa nas situações em que as pessoas “proativas” se jogam de cabeça, o que vemos é uma das 7 deficiências organizacionais evidencias por Peter Senge: a ilusão de assumir o controle.

Com bastante frequência, proatividade é reatividade disfarçada. Quando nos tornamos apenas agressivos, combatendo o ‘inimigo lá fora’, estamos reagindo — independente de como chamamos essa atitude. (Peter Senge)

A proatividade normalmente é confundida com ações enérgicas em um determinado momento contra um “inimigo externo”. E quando esse tal inimigo,do nada, aparece, você prontamente entra no modo combate e, na maioria das vezes, até o vence.

Não há nenhum mal em derrotar o inimigo e, assim, resolver tudo que foi endereçado a você. Isso é muito bom!

Mas é preciso saber separar e ter muito claro que tipo de ação você tomou. Se você agiu de forma proativa ou reativa.

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Pare, pense por um minuto e, sobretudo, seja honesto com você mesmo.

— A última ação que você tomou foi (1) resultado de um problema que caiu de pára-queda no seu colo ou (2) foi uma ação para evitar que o incêndio ocorresse?

Consegue notar o quanto há diferença entre resolver um problema e se antecipar para que ele sequer aconteça?

Pois bem, se você agiu conforme o item (1) você foi genuinamente REATIVO. Caso contrário, agindo conforme o item (2) você foi PROATIVO.

Veja bem, não existe nenhum problema em ser reativo. Mas fique muito atento a reatividade camuflada de proatividade.

Não se iluda e não deixe com que as pessoas, no seu ambiente de trabalho, ache bonito que a falta de organização delas resulte numa urgência da sua parte. (Mauro Silva)

Lembre-se, não caia na ilusão de estar assumindo o controle, quando na verdade você está sendo engolido pelo incêndio.

Resumindo: saiba quando você está evitando um incêndio e quando é preciso de fato combatê-lo.

 — Sou muito grato pela sua atenção !

Uma carreira medíocre: evite agora mesmo!

Deixa eu começar provocando você com a seguinte pergunta:

— Você é daquelas pessoas que acumulam experiências por anos a fio sem, necessariamente, ter desenvolvido verdadeiras habilidades?

Isso mesmo, desenvolver verdadeiras habilidades para não ter uma carreira medíocre.

“A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.” — Oscar Wilde

Convido você a fazer uma reflexão rápida sobre sua carreira antes de continuar!

Leia post completo aqui no Medium em mauro silva: Pitacos.

2 grandes passos para turbinar sua produtividade

Você está precisando escrever aquele relatório muito importante, ou terminar um dos capítulos da monografia, ou fazer um planejamento bem detalhado para uma viagem, fazer os slides de uma apresentação para um cliente, terminar aquele post que ficou pendente para o blog, ou mesmo estudar algum assunto?

Bem, seja qual for sua necessidade e desde que ela exija concentração, foco e determinação é extremamente necessário que você elimine todas as fontes de distrações externas (do seu ambiente físico) e internas (da sua mente).

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Se você está realmente determinado em ser produtivo na execução de sua tarefa EVITE, com todas as suas forças, fazê-la no seu ambiente cotidiano. Este ambiente que corriqueiramente você usa para fazer absolutamente tudo, se você analisar friamente, verá que ele não é a melhor escolha para terminar aquela tarefa importante. O motivo é simples e é resumido em uma só palavra: distração!

Classifico as distrações em, pelo menos, dois tipos: as claras e as camufladas.

Distrações Claras

Essas são as mais fáceis de identificar. São eventos ou coisas que claramente tiram sua concentração e faz com que você perca o foco no que é realmente importante.

No seu ambiente de trabalho, por exemplo, as distrações ocorrem mediante as interrupções constantes de colegas ou mesmo o celular enviando notificações de mensagens.

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Em sua casa, por outro lado, as “panelas batendo”, a campainha avisando que alguém está na porta, o telefone tocando sem parar, os filhos brincando, podem tirar facilmente sua concentração.

Distrações Camufladas

As camufladas são bem interessantes pois nem sempre aceitamos o fato de que aquele evento ou coisa tira nossa concentração. Quer ver um exemplo?

Normalmente digo pra mim mesmo, “para que eu fique inteiramente focado nesse post, por exemplo, não vou atender nenhum telefonema. Vou colocá-lo no modo silencioso para que ele não toque e não me interrompa.” Feito! Agora é só produzir. Eis que chega no celular um sms e eu olho rapidamente para ele. Logo depois chega uma mensagem no WhatsApp e com o canto do olho vejo o resumo da mensagem. Afinal, pode ser algo importante. Para completar, ainda digo pra mim mesmo: “só uma olhadinha ou saber que tem algo novo chegando não vai atrapalhar em nada meu desempenho no que eu me predispus a fazer”. Doce ilusão!

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Outro exemplo, mais camuflado ainda de distração, são aquelas pendências acumuladas na nossa mente que não conseguimos parar de pensar nelas. Volta e meia paramos de pensar na atividade principal e estamos tentando resolver mentalmente algo pendente com o gerente do banco, por exemplo.

Fica claro que nada será resolvido, nem a atividade principal, muito menos o problema no banco. Praticamos sem perceber, mas com “maestria” uma confusão mental que mina profundamente nossa produtividade.

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Você precisa do lugar certo

Primeiro, antes de pensar na solução é importante que você avalie o nível de importância da atividade que você tem para fazer. Caso ela realmente exija sua atenção plena esforce-se em:

“Colocar sua mente e seu corpo nos lugares certos”. Stephen Bayley

PASSO 1. Fuja dos ambiente usuais que você normalmente (acha que) “produz”. Até você saber realmente qual o local certo para ser produtivo, evite os mesmos espaços físicos que você comumente utiliza.

PASSO 2. Faça um download de todas as suas pendências que estão pipocando na sua cabeça e coloque-as em uma lista. Libere sua mente para armazenar e pensar a próxima tarefa. Evite aumentar o trânsito em sua cabeça com outras pendências que não seja terminar sua atividade principal naquele momento. Definitivamente você precisa gerenciar sua mente.

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Lembre-se, remover toda e qualquer tipo de distração ao seu redor ou que está dentro de sua cabeça são atividades básicas para vencer o desafio da produtividade.

Ufa… terminei esse post!

A frase “Coloque sua mente e seu corpo nos lugares certos” tornou-se um mantra para aumentar minha produtividade.

Agora mesmo estou na biblioteca do clube que, diga-se de passagem, fica a 50 metros de minha casa. Decidi me apossar de uma bancada de estudo confortável em um ambiente silencioso pois não estava mais aguentando a campainha tocando e o barulho da panela de pressão na minha casa. Essa foi a solução para meu corpo.

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Já para minha mente, fiz o download dela colocando as atividades do dia no (tão usado) espelho do meu quarto.

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Pronto! Sem nenhuma distração (aparente), consegui terminar esse post. Missão cumprida!

Dados técnicos para produzir este post

Local: Biblioteca da AABB.

Itens usados no ambiente: Notebook, fone de ouvido, água, bolacha integral.

Esforço na escrita da primeira versão: 1 hora e 30 minutos.

App para escrever o post:  OmmWriter.

Pivote sua carreira, agora !

Pivotar, no mundo do empreendedorismo, significa (muito resumidamente) a ação pela qual o empreendedor faz uma mudança substancial em um ou mais componentes de seu negócio, mudando estratégias e explorando novas zonas de mercado. Sabendo disso então, não seria uma má ideia pivotar a sua vida, seria?

Será que o caminho que você está seguindo na sua carreira ou em sua vida pessoal precisa de um novo trilho? A engrenagem que você passou tanto tempo construindo e lubrificando não estaria precisando ser trocada por algo até mais simples e que traga uma felicidade genuína?

Pivotar, segundo Yuri Gitahy, é Girar em outra direção e testar novas hipóteses, mas mantendo sua base para não perder a posição já conquistada.

Pivotar é, sobretudo, responder a seguinte pergunta: “estamos fazendo progresso suficiente para acreditar que nossa hipótese estratégica original é correta ou precisamos fazer uma grande mudança?”. A pergunta feita por Eric Ries, no livro The Lean Startup, remete ao contexto do empreendedorismo, mas que é completamente aplicável a nossa carreira e também aos aspectos pessoais de nossa vida.

Quanto a questão pessoal deixo aqui a dica de leitura para o post de Christina Halpern da Medium.

Seguindo, basicamente, os “mandamentos” do livro de Eric Ries e fazendo MINHAS adaptações, descrevo três motivos pelos quais a pivotagem ocorre:

  1. As métricas de (sua) carreira permitem que as pessoas cheguem a “falsas” conclusões passando a viver uma “realidade alternativa”. Explico: ser reconhecido na empresa por ser uma pessoa que sempre, sempre mesmo, faz o trabalho como ninguém ao longo de anos e anos, traz a sensação de que se está no caminho certo e desse caminho não sairá (e nem deve sair) nunca. Isso, muitas vezes, remete a acomodação compulsória. Mudar o time que se está “ganhando”, nem pensar! Entendeu ?!
  2.  Quando uma pessoa tem uma premissa confusa de sua carreira é quase impossível vivenciar um fracasso completo e, sem o fracasso, em geral não há o ímpeto para embarcar na mudança radical requerida pelo pivô. Explico:  definitivamente nesse ponto aqui a pessoa é passageira de sua própria vida. Ela não acorda para os pequenos tropeços. Não enxerga a mudança batendo à sua porta nas pequenas oportunidades que são alguns fracassos do dia a dia.
  3. Muitos profissionais têm medo. Explico: mudar e, ainda assim, ter a perspectiva que poderá conhecer o fracasso, depois de tantos anos sendo bem sucedido, pode levar ao desânimo total. O medo é traduzido em paralisia, em ausência de ação. Vencer a inércia de trocar uma “carreira de sucesso” por uma felicidade ainda incerta é, sem dúvida, AMEDRONDATOR.

Portanto, meu amigo e minha amiga, convido você a reflexão. Pivotar pode representar muitas mudanças em sua vida e muitas delas ao mesmo tempo. Minha sugestão primeira é remover o véu dessa carreira “perfeita” e cômoda e olhar para fora da caixa. Planeje, experimente e vá saindo dela aos poucos.

“Pilote sua carreira, não a deixe à deriva” Mauro Silva

Muitos, no entanto, precisaram ejetar de dentro da caixa do dia para noite. Você acha que é fácil? Veja o relato de meu amigo André Valongueiro. Ele explica em detalhes como ele deixou de ser passageiro de sua própria vida conseguindo pivotar, além de sua carreira, sua própria vida.

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“Não delegue sua carreira ao seu empregador. O emprego é dele, mas a carreira é responsabilidade sua!” Mauro Silva

Próximo post mostrarei meus planos, ações e alguns resultados (positivos e negativos) nesta jornada de pivotar a carreira. Aguardem !!

100 Peter Drucker

Em 19 de novembro de 2010, se fosse vivo Peter Drucker completaria 100 anos. Muitas das literaturas que tenho lido nos últimos anos foram (e são) influenciadas pelas idéias visionárias de Drucker em relação a administração moderna e, sobretudo, em relação a gestão das organizações.

Drucker com sua capacidade de captar e avaliar tendências, deixou um legado muito além de métodos ortodoxos de gestão. Da visão compartilhada, passando pela aprendizagem em grupo, até a organização que aprende, tornou-se o “pai da gestão moderna”.

Esta semana no canal de tv a cabo ManagemenTV está passando “Peter Drucker – Uma Jornada Intelectual“.

No site Drucker100 vc pode conferir mais informações sobre seu centenário.

Leia uma das 39 obras escritas por Drucker e vc vai realmente se surpreender com suas idéias aplicáveis e (quase que) proféticas em seu tempo.

Confira!