Pivote sua carreira, agora !

Pivotar, no mundo do empreendedorismo, significa (muito resumidamente) a ação pela qual o empreendedor faz uma mudança substancial em um ou mais componentes de seu negócio, mudando estratégias e explorando novas zonas de mercado. Sabendo disso então, não seria uma má ideia pivotar a sua vida, seria?

Será que o caminho que você está seguindo na sua carreira ou em sua vida pessoal precisa de um novo trilho? A engrenagem que você passou tanto tempo construindo e lubrificando não estaria precisando ser trocada por algo até mais simples e que traga uma felicidade genuína?

Pivotar, segundo Yuri Gitahy, é Girar em outra direção e testar novas hipóteses, mas mantendo sua base para não perder a posição já conquistada.

Pivotar é, sobretudo, responder a seguinte pergunta: “estamos fazendo progresso suficiente para acreditar que nossa hipótese estratégica original é correta ou precisamos fazer uma grande mudança?”. A pergunta feita por Eric Ries, no livro The Lean Startup, remete ao contexto do empreendedorismo, mas que é completamente aplicável a nossa carreira e também aos aspectos pessoais de nossa vida.

Quanto a questão pessoal deixo aqui a dica de leitura para o post de Christina Halpern da Medium.

Seguindo, basicamente, os “mandamentos” do livro de Eric Ries e fazendo MINHAS adaptações, descrevo três motivos pelos quais a pivotagem ocorre:

  1. As métricas de (sua) carreira permitem que as pessoas cheguem a “falsas” conclusões passando a viver uma “realidade alternativa”. Explico: ser reconhecido na empresa por ser uma pessoa que sempre, sempre mesmo, faz o trabalho como ninguém ao longo de anos e anos, traz a sensação de que se está no caminho certo e desse caminho não sairá (e nem deve sair) nunca. Isso, muitas vezes, remete a acomodação compulsória. Mudar o time que se está “ganhando”, nem pensar! Entendeu ?!
  2.  Quando uma pessoa tem uma premissa confusa de sua carreira é quase impossível vivenciar um fracasso completo e, sem o fracasso, em geral não há o ímpeto para embarcar na mudança radical requerida pelo pivô. Explico:  definitivamente nesse ponto aqui a pessoa é passageira de sua própria vida. Ela não acorda para os pequenos tropeços. Não enxerga a mudança batendo à sua porta nas pequenas oportunidades que são alguns fracassos do dia a dia.
  3. Muitos profissionais têm medo. Explico: mudar e, ainda assim, ter a perspectiva que poderá conhecer o fracasso, depois de tantos anos sendo bem sucedido, pode levar ao desânimo total. O medo é traduzido em paralisia, em ausência de ação. Vencer a inércia de trocar uma “carreira de sucesso” por uma felicidade ainda incerta é, sem dúvida, AMEDRONDATOR.

Portanto, meu amigo e minha amiga, convido você a reflexão. Pivotar pode representar muitas mudanças em sua vida e muitas delas ao mesmo tempo. Minha sugestão primeira é remover o véu dessa carreira “perfeita” e cômoda e olhar para fora da caixa. Planeje, experimente e vá saindo dela aos poucos.

“Pilote sua carreira, não a deixe à deriva” Mauro Silva

Muitos, no entanto, precisaram ejetar de dentro da caixa do dia para noite. Você acha que é fácil? Veja o relato de meu amigo André Valongueiro. Ele explica em detalhes como ele deixou de ser passageiro de sua própria vida conseguindo pivotar, além de sua carreira, sua própria vida.

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“Não delegue sua carreira ao seu empregador. O emprego é dele, mas a carreira é responsabilidade sua!” Mauro Silva

Próximo post mostrarei meus planos, ações e alguns resultados (positivos e negativos) nesta jornada de pivotar a carreira. Aguardem !!