Ciclistas, aprendam a pedalar nas ruas!

A um certo tempo venho observando, meio sem querer reparar, o modo como ciclistas que treinam em suas magrelas (speed ou MTB) se portam no trânsito. E sem querer generalizar, já generalizando, é um desastre !!

Sabe aquela história de que treino é treino, jogo é jogo. Pois bem, é exatamente o que acontece quando um ciclista – acostumado a andar a 34 Km/H de média em distâncias de 60 a 80 Kms sem tirar o pé do pedal – resolve usar uma bike nas ruas de sua cidade. Ainda sabendo que o ato de pedalar seja simplesmente fazer força no pedal e equilibrar-se, na prática a teoria é outra.

Com ruas lotadas de carros, todos eles sendo guiados por alguns motoristas agressivos e irresponsáveis, logo o ciclista noviço em guiar sua bike entre carros, ônibus e motos percebe a diferença e, sobretudo, o perigo.

Portanto, amigos ciclistas e triatletas, atenção nas seguintes (resumidas) dicas que julgo como básicas para sobreviver no trânsito de sua cidade:

Posicionamento

  • Marque seu espaço nas vias. Por lei (Art. 201 do código de trânsito) os carros devem manter uma distância de 1,5 metros das bicicletas. É prudente (acredite!) não se esconder ! Ocupe uma faixa e fique visível. Posicione-se bem à frente do carro quando o sinal estiver no vermelho, por exemplo. No entanto, use SEMPRE o bom senso. NUNCA force uma situação em que você precisará disputar espaço com um carro ou ônibus. (assista essa animação)

A distância que aproxima

Sinalização

  • Saiba sinalizar suas intenções de movimento para os motoristas. O motorista não tem nenhuma obrigação de adivinhar o que você vai fazer em um cruzamento, por exemplo. Embora ele tenha por lei (Art. 29 § 2˚ – “veículos maiores devem prezar pela segurança dos menores”) total responsabilidade em zelar pela sua segurança, você deve agir de maneira antecipada e informar suas intenções.

Fonte: Rogério Leite, 2009

Cordialidade

  • Seja educado ! Estabeleça diálogos construtivos em situações de conflito. Informe, avise, explique, tente ser um educador. Mas sem agressividade! Tenha um padrão de conduta onde o motorista não vai odiar os ciclistas. Esteja realmente preparado para ouvir reclamações e gracinhas no trânsito. Revide sim, mas com uma abordagem positiva.
Fonte: Gazeta do Povo

Fonte: Gazeta do Povo

Seguindo essas dicas você estará preparado (na teoria pelo menos) para pedalar e usar a estrutura viária de sua cidade. Afinal, bicicleta também é um veículo. Se ainda estiver inseguro procure o serviço GRATUITO de Bike Anjo na sua cidade.

Bike Anjos são ciclistas experientes e apaixonados pelo seu meio de transporte que ajudam pessoas que querem aprender a andar de bicicleta na cidade com mais segurança. [Fonte: Bike Anjo]

Deixo então aqui minhas dicas e observações sobre o fato. Mas não poderia de registrar e ressaltar também a mudança de comportamento dos meus amigos ciclistas e triatletas enquanto motoristas. Experimentando o uso das bikes nas ruas, eles passaram a ser motoristas melhores, mais prudentes e amigos dos ciclistas no dia a dia. Todo mundo sai ganhando !

E você, sabe como se portar no trânsito?

‘EMBARQando’ no TheCityFixBrasil

Registro do evento MobIT em Recife

Este ano de 2013 promete ! Por livre e expontânea vontade (risos) estou colaborando com o TheCityFixBrasil. A dinâmica dessa participação inclui a publicação de matérias vinculadas a mobilidade, sustentabilidade, entre outras coisas que afetam (direta ou indiretamente) a vida das pessoas nas cidades.

O TheCityFix Brasil é um recurso online para notícias de transporte sustentável, pesquisa e soluções de “melhores práticas” de cidades do mundo todo. (sobre)

Com isso, além do meu blog – que deve passar por umas mudanças de layout e estrutura (aguardem!) – vou publicar muitos outros posts no blog TheCityFixBrasil que, diga-se de passagem, foi eleito o melhor blog de Sustentabilidade 2012 na categoria ‘profissional’ conconrrendo com mais de 18 mil blogs de todo o país.

Posts até agora

Definitivamente entro em um circuito onde a colaboração é mais do que (meramente) publicar. Ela começa por (1) estar realmente imbuída com o espírito da sustentabilidade nas cidades, depois (2) entra no processo de mudança pessoal nas ações (simples) do cotidiano, (3) continua no âmbito da observação e participação em iniciativas e eventos nessa área e, por fim, (4) culmina na escrita e no registro – imparcial ou não – dos fatos que ocorrem a todo instante nas cidades.

Vamos em frente !