O Futuro da Mobilidade Urbana – Parte 1

A empresa de consultoria Arthur D. Little (ADL) publicou um estudo sobre o status da mobilidade urbana em 66 cidades no mundo considerando 11 diferentes critérios. A cidade de São Paulo (posição 44 no ranking) junto com a Cidade do México (33º) e Buenos Aires (34º) foram as representantes latino-americanas neste estudo. Hong Kong lidera a lista dos Top 10 deixando para trás Amsterdã, Londres, Estocolmo, Paris, Boston e outras.

Fonte: The Future of Urban Mobility (Oct, 2011)

Os critérios foram divididos em dois grandes grupos: mobility maturity e mobility performance. Através dos itens contidos em cada grupo é muito interessante perceber a vasta dimensão que a mobilidade urbana possui. Ela realmente vai de A à Z, desde identificar se as políticas públicas possuem uma visão clara e uma estratégia bem definida para enfrentar o problema da mobilidade nas cidades, até avaliar o número de bicicletas compartilhadas ou mesmo a taxa de acidentes fatais no trânsito.

Justificativas e motivações não faltam para esse estudo. Talvez o de maior importância seja o crescimento da população mundial. Estima-se que em 2050 teremos 70% da população concentrada na zona urbana. Algumas tendências apontam que nesta mesma década os cidadãos americanos passarão cerca de 100 horas do ano em engarrafamentos. Só para você ter uma ideia, esse valor é três vezes maior do que o valor médio da década de 90.

Fonte: The Future of Urban Mobility (Oct, 2011)

Por este e outros motivos, segundo o estudo, o investimento anual em mobilidade urbana precisa quadruplicar para algo em torno de 829 bilhões de euros segundo as necessidades identificadas.

Fonte: The Future of Urban Mobility (Oct, 2011)

O estudo não aponta um determinado vilão, mas identifica que a sustentabilidade será peça chave nos sistemas de mobilidade urbana em função do aumento da demanda no consumo por energia e matéria-prima. Os sistemas de mobilidade urbana, portanto, precisam ser reprojetados e isto significa que:

(…) environmentally friendly mass transit must win out over individual motorized transport.

A sustentabilidade, portanto, precisa ser trabalhada considerando três fundamentais dimensões: pessoas; planeta; e deve ser considerado o lucro. Tais dimensões trabalhando em conjunto gerariam benefícios como:

  • Criação de negócios com compatibilidade ambiental;
  • Criação de comunidades sustentáveis e com alta qualidade de vida; e
  • Investimentos sociais e promoção da equidade no sistema econômico.

Duro acreditar nisso, não é mesmo?! Mas os números do estudo não mentem!

Nos próximos posts irei focar em alguns gráficos interessantes e reveladores deste estudo e tentarei traçar algumas correlações. Desta maneira tentarei entender, junto com você, alguns intrigantes valores da mobilidade urbana em algumas cidades ao redor do mundo.

Até lá!

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