Semente + Ambiente = ?

Estou lendo o livro chamado Presença, mais uma obra de Peter Senge, e logo na primeira página da introdução ele chama minha atenção dizendo…

É costume dizer que as árvores nascem das sementes. Mas como poderia uma sementezinha engendrar uma árvore enorme? As sementes não contêm os recursos necessários ao crescimento de uma árvore. Esses recursos devem vir do ambiente onde ela cresce. Mas a semente provê um elemento crucial: o ponto de partida do qual a árvore como um todo começa a se formar. À medida que recursos como água e nutrientes são absorvidos, a semente organiza o processo que propicia o crescimento. A semente é, em certo sentido, o portal de onde emerge a possibilidade futura da árvore viva.

Este pequeno trecho retrata claramente o processo de desenvolvimento (ou não) de uma carreira. Onde se faz necessário o ponto de partida (a oportunidade) regado a porções de incentivos, treinamentos, auto-estudo, motivação e, sobretudo, boa orientação.

Mas tome cuidado! Da mesma maneira que o desenvolvimento da semente consiga ser pleno, medidas e ingrediente errados podem ser nocivos ao seu crescimento.

Segue mais uma dica de leitura. Aproveitem!

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[Ver] Árvores ou Florestas?

Esta metáfora (“A arte de ver a Floresta e as Árvores”) é bastante apropriada quando a analisamos no contexto das organizações ou de uma área específica ou nos limites de um projeto ou mesmo em um “repentino bug“. A questão é: o que estamos observando no exato momento da crise, do problema ou nas oportunidades de mudanças?

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Tentamos sempre que possível nos distanciarmos o suficiente dos detalhes com o objetivo (quase que) sistemático de “ver a floresta, além das árvores”. Ainda que consigamos tal proeza – do distanciamento – o que acontece na maioria das vezes é que ao nos distanciarmos enxergamos apenas “muitas árvores”. E se as árvores estão modelando nossos problemas…agora temos prá dar e vender! É comum neste tipo de cenário adotarmos a seguinte estratégia: escolhemos uma ou duas árvores (ou problemas) “favoritos” e concentramos nelas toda a nossa atenção e nossos esforços para a resolução. Será que esta é a melhor saída?!

Bem, nem tudo está perdido! Para estabelecer um novo olhar, de tal forma que o distanciamento ocorra na hora certa e na distância adequada, devemos tentar encontrar meios de distinguir o que é importante do que não é. Parece um pouco óbvio, mas (no momento da crise) é difícil identificar as variáveis nas quais devemos ter o foco e as variáveis nas quais devemos prestar menos atenção.

Definitivamente não precisamos de qualquer artifício (ou aparelho) oftálmico para exercitarmos nossa atenção/foco. Precisamos apenas sair do “olho do furacão” e perceber todo o tumulto causado por ele sob outro ângulo.

Convido todos a ver a floresta!