Comprometimento, vc tem?

clip_construir.gifQuantas vezes já lhe questinaram: vc é comprometido? Ou mesmo durante o decorrer de um projeto seu chefe comenta, estou notando que falta comprometimento em vc, o que está acontecendo? Já escutaram essa: não sei mais o que fazer para fulano ficar verdadeiramente comprometido com o projeto, com os prazos, etc. Dentre todas essas questões e comentários, ainda existe o comprometimento quantitativo: beltrano está 50% comprometido, o que fazer para ele atingir os 100% de comprometimento?

Percebam que vários são as nuances das perguntas, e cada vez mais fica confusa a resposta para: o que é estar verdadeiramente comprometido com algo e/ou alguma coisa?

Do dicionário, comprometer significa assumir responsabilidade grave, obrigar-se por palavra ou por escrito, revelar-se (comprometido).

No entanto, no dia-a-dia notamos que níveis – inclusive indesejados – de comprometimento permeiam entre dois polos (negativo e positivo): da apatia ao comprometimento.

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  • Apatia: nem contra nem a favor a visão. Um verdadeiro desinteressado. Definitivamente sem energia. “Será que já são cinco horas?”;
  • Não-aceitação: não consegue ver os benefícios da visão e não faz o que se espera. “Não vou fazer isso; ninguém pode me obrigar!”;
  • Aceitação hostil: não vê os benefícios da visão, no entanto, não quer perder o emprego. Faz exatamente o que se espera porque tem que fazer. Deixa bem claro que não está “a bordo”;
  • Aceitação formal: de maneira geral, consegue ver os benefícios da visão. Faz o que se espera e nada mais. “Muito bom soldado”;
  • Aceitação genuína: vê os benefícios da visão fazendo tudo o que se espera e algumas coisas a mais. Segue “a lei”;
  • Participação: ele quer e deseja. Fará todo o possível dentro do “espírito da lei”;
  • Comprometimento: ele quer e deseja. Transformará em realidade de tal maneira que (re)cria todas as “leis” (estruturas) necessárias.

Senge traz todos estes níveis de comprometimento ligados a questão da visão (compartilhada), onde o comprometimento também é mútuo e coletivo com o objetivo das pessoas se sentirem conectadas a algum empreendimento importante.pq5150paraquedistas.jpg

Depois de colocar os “pontos nos i’s” agora fica bem mais claro classificar (enquadrar) alguém – ou nós mesmos – em diferentes momentos de nossas vidas no que diz respeito ao comprometimento.

Consigo agora, por exemplo, ver claramente que ora estou apenas participando, ora estou aceitando de maneira formal e até mesmo sendo apático. A questão principal é saber onde estamos (ou estão) enquadrados, para que seja possível identificar o ponto de alavancagem para a verdadeiro comprometimento.

Façam este exercício e contem-me como foi!