Resiliente, vc é?!

resiliente.jpgHá muito que esta “simples” palavra permeia entre conversas informais, entrevistas de emprego, revistas de comportamento e carreira, em manuais de como vc deve ser e se comportar, entre outros ambientes e mídias. Resiliência.

Recorrendo a um dicionário (na web) percebemos que resiliência é uma palavra originalmente associada a física/mecânica: capacidade de resistência a um choque; energia necessária para deformar um corpo elástico; entre outras definições. Em suma, a capacidade de ser resiliente remete ao fato de ser flexível.

Baseado nesta característica decidi fazer um teste sugerido na Você S/A chamado Até onde você aguenta? Seria mais um teste desses que “advinham” como vc é e em que vc deveria melhorar. Tinha feito um desses em 2001 (pelo então Radix, empresa na qual trabalhava na unidade de computação móvel) chamado Predictive Index (PI).

Bem, o teste sugerido pela Você S/A é baseado em um método criado por Claudia Riecken, fundadora da Quantum Assessment. Ele tem sido usado com sucesso na seleção e reestruturação de profissionais em empresas como Embraer, TIM, Toyota, entre outras grandes.

Não vou me ater (nem me atrever) a comentar o método em si, mas um breve comentário em relação a acuidade dos resultados do teste que fiz. Fiquei surpreso com tudo que foi apontado a meu respeito nos quatro fatores em que o método foca:

  • ação: indica a sua forma preferida para enfrentar desafios e resolver problemas;
  • comunicação: refere-se ao seu estilo de comunicação, e vai ajudar você a perceber sua habilidade atual quando tenta levar os outros ao seu ponto de vista;
  • estabilidade: estabilidade, oriundo da emoção primária da aceitação espontânea;
  • referenciais ou regras: forma de encarar regras e referenciais externos.

Para cada fator um apontamento suspreendente a meu respeito. Tendências as ações de suporte, a cooperação, etc. Estilo de comunicação inclinado a extroversão e expansividade. No quesito estabilidade apontou para adaptabilidade no que diz respeito aos meus próprios ritmos. Por fim em detalhes é marcado por um estilo mais conservador, onde está presente o gosto pela tradição, o respeito pela hierarquia.

Conhecer seu perfil comportamental com mais amplitude e liberdade, permite ativar os pontos fortes do seu perfil e trabalhar as características indesejáveis. Este teste baseado na flexibilidade comportamental é bastante oportuno para os dias de hoje, onde estamos sempre “sofrendo” pressões de todos os lados.

Arrisco-me em dizer que talvez a palavra antes de resiliência seja o auto-conhecimento. Vc pode ser contratado pela sua excelente competência curricular e ser demitido por comportamento inadequado. Ser resiliente será apenas o primeiro passo!

Aprendendo a Aprender

Dois dias antes de iniciar minhas atividades como professor (da FG), achei um diagrama (no livro que Estou Lendo) que trata do Processo de Aprendizagem. No contexto deste livro, a aprendizagem é voltada para pessoas que atuam na área de vendas. No entanto, achei muito oportuno iniciar a primeira aula falando exatamente disso: APRENDIZAGEM.

Fiz alguns ajustes no modelo (originalmente proposto pelo livro) e o adaptei para minha realidade/aula.

aprendendo-a-aprender.GIFNeste processo de “Aprendendo a Aprender” cinco estágios são definidos (click na figura para ampliá-la): ignora; a par; confusão; conhecimento; e sabedoria.

  • Ignora. Neste estágio nos encontramos no estágio da ignorância. Não sabemos o que não sabemos. Uma frase atribuída a Socrátes retrata bem esta fase: “Só sei que nada sei”. É comum que nesta fase haja uma (natural) ansiedade pela informação.
  • A par. Este estágio é importante pois sabemos o quanto não sabemos. Podemos até enumerar e listar os itens do que queremos conhecer, pois agora estamos a par (cientes) do universo de informações existentes sobre um determinado assunto. Despertamos intimamente o tamanho dos nossos objetivos: aquilo que podemos aprender.
  • Confusão. Neste momento já sabemos o que podemos aprender. No entanto, como (normalmente) temos uma quantidade enorme de assuntos para desvendar, iniciamos o estágio da confusão. O que aprender primeiro? Como definir o que é mais importante? Para que lado devo seguir? Devo ser um especialista ou um generalista? Tenho pouco tempo, devo me dedicar a que assunto? É neste estágio que geralmente inicia-se a fase da auto-sabotagem. Diante deste turbilhão de perguntas, causado pela confusão, a fase de auto-sabotagem é uma tendência inevitável seguida das seguintes frases: “Isso não é pra mim”; “Não vai dar certo”; “Está muito difícil aprender”; etc.
  • Conhecimento. Sem enveredar pelo campo (e definição) da filosofia, podemos definir o conhecimento como a relação que é estabelecida entre o sujeito que conhece ou deseja conhecer e o objeto a ser conhecido ou que se dá a conhecer. Uma definição interessante que encontrei no Wiki sobre conhecimento diz que: “O conhecimento distingue-se da mera informação porque está associado a uma intencionalidade”. É neste estágio que estão presentes a apreensão de qualquer “coisa” por meio do pensamento; e a capacidade de tornar presente ao pensamento “aquilo” que se apreendeu.
  • Sabedoria. Neste último estágio vamos recorrer sim a definição associada a filosofia. Segundo os gregos sabedoria (sophia) define o saber como conhecimento simultaneamente teórico e prático. E neste nível de conhecimento (as vezes inconsciente), quando detemos de sabedoria sobre algo, não sabemos mais o quanto sabemos. Ainda que o tempo passe, vamos ter o completo domínio sobre aquele assunto.

A paciência e, sobretudo, a persistência devem estar sempre presentes no processo da aprendizagem. A definição destes estágios tem como objetivo enquadrar – no tempo e na quantidade de informações apreendidas – a angústia natural em não saber, o deslumbramento da descoberta, a desorientação perturbadora, o conhecimento adquirido e por fim o saber conquistado.

Mãos à obra. Vamos aprender!

Vendas

Sucesso em Vendas
Marcelo Ortega – Editora Saraiva.

Fiquei muito motivado e interessado depois de assistir as palestras no Encontro Pernambucano de Vendas, promovido pela Venda Mais. A palestra de Marcelo Ortega chamou muito minha atenção em relação ao tema Fidelização. Decidi então comprar seu livro, que aborda (dentre outros temas) técnicas, idéias e histórias de sucesso e fracasso em vendas.

Ainda não terminei, mas de antemão recomendo!

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