Proativo que nada, você é reativo!

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Elogios não faltam para todos os problemas que você resolve de bate-pronto, não é verdade?

E normalmente esse elogio vem seguido da palavra proatividade. Isso mesmo! Você passa a ser reconhecido como uma pessoa diferenciada e que resolve, ou está pronto para resolver, os problemas ou situações que são endereçados a você.

A partir desse instante você começa a ser visto, dentro da organização para a qual você trabalha, como uma pessoa proativa.

 — E, convenhamos, quem não quer ser visto dessa maneira?

No entanto, olhando mais de perto, colocando uma lupa nas situações em que as pessoas “proativas” se jogam de cabeça, o que vemos é uma das 7 deficiências organizacionais evidencias por Peter Senge: a ilusão de assumir o controle.

Com bastante frequência, proatividade é reatividade disfarçada. Quando nos tornamos apenas agressivos, combatendo o ‘inimigo lá fora’, estamos reagindo — independente de como chamamos essa atitude. (Peter Senge)

A proatividade normalmente é confundida com ações enérgicas em um determinado momento contra um “inimigo externo”. E quando esse tal inimigo,do nada, aparece, você prontamente entra no modo combate e, na maioria das vezes, até o vence.

Não há nenhum mal em derrotar o inimigo e, assim, resolver tudo que foi endereçado a você. Isso é muito bom!

Mas é preciso saber separar e ter muito claro que tipo de ação você tomou. Se você agiu de forma proativa ou reativa.

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Pare, pense por um minuto e, sobretudo, seja honesto com você mesmo.

— A última ação que você tomou foi (1) resultado de um problema que caiu de pára-queda no seu colo ou (2) foi uma ação para evitar que o incêndio ocorresse?

Consegue notar o quanto há diferença entre resolver um problema e se antecipar para que ele sequer aconteça?

Pois bem, se você agiu conforme o item (1) você foi genuinamente REATIVO. Caso contrário, agindo conforme o item (2) você foi PROATIVO.

Veja bem, não existe nenhum problema em ser reativo. Mas fique muito atento a reatividade camuflada de proatividade.

Não se iluda e não deixe com que as pessoas, no seu ambiente de trabalho, ache bonito que a falta de organização delas resulte numa urgência da sua parte. (Mauro Silva)

Lembre-se, não caia na ilusão de estar assumindo o controle, quando na verdade você está sendo engolido pelo incêndio.

Resumindo: saiba quando você está evitando um incêndio e quando é preciso de fato combatê-lo.

 — Sou muito grato pela sua atenção !

Uma carreira medíocre: evite agora mesmo!

Deixa eu começar provocando você com a seguinte pergunta:

— Você é daquelas pessoas que acumulam experiências por anos a fio sem, necessariamente, ter desenvolvido verdadeiras habilidades?

Isso mesmo, desenvolver verdadeiras habilidades para não ter uma carreira medíocre.

“A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.” — Oscar Wilde

Convido você a fazer uma reflexão rápida sobre sua carreira antes de continuar!

Leia post completo aqui no Medium em mauro silva: Pitacos.

2 grandes passos para turbinar sua produtividade

Você está precisando escrever aquele relatório muito importante, ou terminar um dos capítulos da monografia, ou fazer um planejamento bem detalhado para uma viagem, fazer os slides de uma apresentação para um cliente, terminar aquele post que ficou pendente para o blog, ou mesmo estudar algum assunto?

Bem, seja qual for sua necessidade e desde que ela exija concentração, foco e determinação é extremamente necessário que você elimine todas as fontes de distrações externas (do seu ambiente físico) e internas (da sua mente).

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Se você está realmente determinado em ser produtivo na execução de sua tarefa EVITE, com todas as suas forças, fazê-la no seu ambiente cotidiano. Este ambiente que corriqueiramente você usa para fazer absolutamente tudo, se você analisar friamente, verá que ele não é a melhor escolha para terminar aquela tarefa importante. O motivo é simples e é resumido em uma só palavra: distração!

Classifico as distrações em, pelo menos, dois tipos: as claras e as camufladas.

Distrações Claras

Essas são as mais fáceis de identificar. São eventos ou coisas que claramente tiram sua concentração e faz com que você perca o foco no que é realmente importante.

No seu ambiente de trabalho, por exemplo, as distrações ocorrem mediante as interrupções constantes de colegas ou mesmo o celular enviando notificações de mensagens.

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Em sua casa, por outro lado, as “panelas batendo”, a campainha avisando que alguém está na porta, o telefone tocando sem parar, os filhos brincando, podem tirar facilmente sua concentração.

Distrações Camufladas

As camufladas são bem interessantes pois nem sempre aceitamos o fato de que aquele evento ou coisa tira nossa concentração. Quer ver um exemplo?

Normalmente digo pra mim mesmo, “para que eu fique inteiramente focado nesse post, por exemplo, não vou atender nenhum telefonema. Vou colocá-lo no modo silencioso para que ele não toque e não me interrompa.” Feito! Agora é só produzir. Eis que chega no celular um sms e eu olho rapidamente para ele. Logo depois chega uma mensagem no WhatsApp e com o canto do olho vejo o resumo da mensagem. Afinal, pode ser algo importante. Para completar, ainda digo pra mim mesmo: “só uma olhadinha ou saber que tem algo novo chegando não vai atrapalhar em nada meu desempenho no que eu me predispus a fazer”. Doce ilusão!

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Outro exemplo, mais camuflado ainda de distração, são aquelas pendências acumuladas na nossa mente que não conseguimos parar de pensar nelas. Volta e meia paramos de pensar na atividade principal e estamos tentando resolver mentalmente algo pendente com o gerente do banco, por exemplo.

Fica claro que nada será resolvido, nem a atividade principal, muito menos o problema no banco. Praticamos sem perceber, mas com “maestria” uma confusão mental que mina profundamente nossa produtividade.

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Você precisa do lugar certo

Primeiro, antes de pensar na solução é importante que você avalie o nível de importância da atividade que você tem para fazer. Caso ela realmente exija sua atenção plena esforce-se em:

“Colocar sua mente e seu corpo nos lugares certos”. Stephen Bayley

PASSO 1. Fuja dos ambiente usuais que você normalmente (acha que) “produz”. Até você saber realmente qual o local certo para ser produtivo, evite os mesmos espaços físicos que você comumente utiliza.

PASSO 2. Faça um download de todas as suas pendências que estão pipocando na sua cabeça e coloque-as em uma lista. Libere sua mente para armazenar e pensar a próxima tarefa. Evite aumentar o trânsito em sua cabeça com outras pendências que não seja terminar sua atividade principal naquele momento. Definitivamente você precisa gerenciar sua mente.

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Lembre-se, remover toda e qualquer tipo de distração ao seu redor ou que está dentro de sua cabeça são atividades básicas para vencer o desafio da produtividade.

Ufa… terminei esse post!

A frase “Coloque sua mente e seu corpo nos lugares certos” tornou-se um mantra para aumentar minha produtividade.

Agora mesmo estou na biblioteca do clube que, diga-se de passagem, fica a 50 metros de minha casa. Decidi me apossar de uma bancada de estudo confortável em um ambiente silencioso pois não estava mais aguentando a campainha tocando e o barulho da panela de pressão na minha casa. Essa foi a solução para meu corpo.

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Já para minha mente, fiz o download dela colocando as atividades do dia no (tão usado) espelho do meu quarto.

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Pronto! Sem nenhuma distração (aparente), consegui terminar esse post. Missão cumprida!

Dados técnicos para produzir este post

Local: Biblioteca da AABB.

Itens usados no ambiente: Notebook, fone de ouvido, água, bolacha integral.

Esforço na escrita da primeira versão: 1 hora e 30 minutos.

App para escrever o post:  OmmWriter.

Pivote sua carreira, agora !

Pivotar, no mundo do empreendedorismo, significa (muito resumidamente) a ação pela qual o empreendedor faz uma mudança substancial em um ou mais componentes de seu negócio, mudando estratégias e explorando novas zonas de mercado. Sabendo disso então, não seria uma má ideia pivotar a sua vida, seria?

Será que o caminho que você está seguindo na sua carreira ou em sua vida pessoal precisa de um novo trilho? A engrenagem que você passou tanto tempo construindo e lubrificando não estaria precisando ser trocada por algo até mais simples e que traga uma felicidade genuína?

Pivotar, segundo Yuri Gitahy, é Girar em outra direção e testar novas hipóteses, mas mantendo sua base para não perder a posição já conquistada.

Pivotar é, sobretudo, responder a seguinte pergunta: “estamos fazendo progresso suficiente para acreditar que nossa hipótese estratégica original é correta ou precisamos fazer uma grande mudança?”. A pergunta feita por Eric Ries, no livro The Lean Startup, remete ao contexto do empreendedorismo, mas que é completamente aplicável a nossa carreira e também aos aspectos pessoais de nossa vida.

Quanto a questão pessoal deixo aqui a dica de leitura para o post de Christina Halpern da Medium.

Seguindo, basicamente, os “mandamentos” do livro de Eric Ries e fazendo MINHAS adaptações, descrevo três motivos pelos quais a pivotagem ocorre:

  1. As métricas de (sua) carreira permitem que as pessoas cheguem a “falsas” conclusões passando a viver uma “realidade alternativa”. Explico: ser reconhecido na empresa por ser uma pessoa que sempre, sempre mesmo, faz o trabalho como ninguém ao longo de anos e anos, traz a sensação de que se está no caminho certo e desse caminho não sairá (e nem deve sair) nunca. Isso, muitas vezes, remete a acomodação compulsória. Mudar o time que se está “ganhando”, nem pensar! Entendeu ?!
  2.  Quando uma pessoa tem uma premissa confusa de sua carreira é quase impossível vivenciar um fracasso completo e, sem o fracasso, em geral não há o ímpeto para embarcar na mudança radical requerida pelo pivô. Explico:  definitivamente nesse ponto aqui a pessoa é passageira de sua própria vida. Ela não acorda para os pequenos tropeços. Não enxerga a mudança batendo à sua porta nas pequenas oportunidades que são alguns fracassos do dia a dia.
  3. Muitos profissionais têm medo. Explico: mudar e, ainda assim, ter a perspectiva que poderá conhecer o fracasso, depois de tantos anos sendo bem sucedido, pode levar ao desânimo total. O medo é traduzido em paralisia, em ausência de ação. Vencer a inércia de trocar uma “carreira de sucesso” por uma felicidade ainda incerta é, sem dúvida, AMEDRONDATOR.

Portanto, meu amigo e minha amiga, convido você a reflexão. Pivotar pode representar muitas mudanças em sua vida e muitas delas ao mesmo tempo. Minha sugestão primeira é remover o véu dessa carreira “perfeita” e cômoda e olhar para fora da caixa. Planeje, experimente e vá saindo dela aos poucos.

“Pilote sua carreira, não a deixe à deriva” Mauro Silva

Muitos, no entanto, precisaram ejetar de dentro da caixa do dia para noite. Você acha que é fácil? Veja o relato de meu amigo André Valongueiro. Ele explica em detalhes como ele deixou de ser passageiro de sua própria vida conseguindo pivotar, além de sua carreira, sua própria vida.

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“Não delegue sua carreira ao seu empregador. O emprego é dele, mas a carreira é responsabilidade sua!” Mauro Silva

Próximo post mostrarei meus planos, ações e alguns resultados (positivos e negativos) nesta jornada de pivotar a carreira. Aguardem !!

Ciclistas, aprendam a pedalar nas ruas!

A um certo tempo venho observando, meio sem querer reparar, o modo como ciclistas que treinam em suas magrelas (speed ou MTB) se portam no trânsito. E sem querer generalizar, já generalizando, é um desastre !!

Sabe aquela história de que treino é treino, jogo é jogo. Pois bem, é exatamente o que acontece quando um ciclista – acostumado a andar a 34 Km/H de média em distâncias de 60 a 80 Kms sem tirar o pé do pedal – resolve usar uma bike nas ruas de sua cidade. Ainda sabendo que o ato de pedalar seja simplesmente fazer força no pedal e equilibrar-se, na prática a teoria é outra.

Com ruas lotadas de carros, todos eles sendo guiados por alguns motoristas agressivos e irresponsáveis, logo o ciclista noviço em guiar sua bike entre carros, ônibus e motos percebe a diferença e, sobretudo, o perigo.

Portanto, amigos ciclistas e triatletas, atenção nas seguintes (resumidas) dicas que julgo como básicas para sobreviver no trânsito de sua cidade:

Posicionamento

  • Marque seu espaço nas vias. Por lei (Art. 201 do código de trânsito) os carros devem manter uma distância de 1,5 metros das bicicletas. É prudente (acredite!) não se esconder ! Ocupe uma faixa e fique visível. Posicione-se bem à frente do carro quando o sinal estiver no vermelho, por exemplo. No entanto, use SEMPRE o bom senso. NUNCA force uma situação em que você precisará disputar espaço com um carro ou ônibus. (assista essa animação)

A distância que aproxima

Sinalização

  • Saiba sinalizar suas intenções de movimento para os motoristas. O motorista não tem nenhuma obrigação de adivinhar o que você vai fazer em um cruzamento, por exemplo. Embora ele tenha por lei (Art. 29 § 2˚ – “veículos maiores devem prezar pela segurança dos menores”) total responsabilidade em zelar pela sua segurança, você deve agir de maneira antecipada e informar suas intenções.

Fonte: Rogério Leite, 2009

Cordialidade

  • Seja educado ! Estabeleça diálogos construtivos em situações de conflito. Informe, avise, explique, tente ser um educador. Mas sem agressividade! Tenha um padrão de conduta onde o motorista não vai odiar os ciclistas. Esteja realmente preparado para ouvir reclamações e gracinhas no trânsito. Revide sim, mas com uma abordagem positiva.
Fonte: Gazeta do Povo

Fonte: Gazeta do Povo

Seguindo essas dicas você estará preparado (na teoria pelo menos) para pedalar e usar a estrutura viária de sua cidade. Afinal, bicicleta também é um veículo. Se ainda estiver inseguro procure o serviço GRATUITO de Bike Anjo na sua cidade.

Bike Anjos são ciclistas experientes e apaixonados pelo seu meio de transporte que ajudam pessoas que querem aprender a andar de bicicleta na cidade com mais segurança. [Fonte: Bike Anjo]

Deixo então aqui minhas dicas e observações sobre o fato. Mas não poderia de registrar e ressaltar também a mudança de comportamento dos meus amigos ciclistas e triatletas enquanto motoristas. Experimentando o uso das bikes nas ruas, eles passaram a ser motoristas melhores, mais prudentes e amigos dos ciclistas no dia a dia. Todo mundo sai ganhando !

E você, sabe como se portar no trânsito?

‘EMBARQando’ no TheCityFixBrasil

Registro do evento MobIT em Recife

Este ano de 2013 promete ! Por livre e expontânea vontade (risos) estou colaborando com o TheCityFixBrasil. A dinâmica dessa participação inclui a publicação de matérias vinculadas a mobilidade, sustentabilidade, entre outras coisas que afetam (direta ou indiretamente) a vida das pessoas nas cidades.

O TheCityFix Brasil é um recurso online para notícias de transporte sustentável, pesquisa e soluções de “melhores práticas” de cidades do mundo todo. (sobre)

Com isso, além do meu blog – que deve passar por umas mudanças de layout e estrutura (aguardem!) – vou publicar muitos outros posts no blog TheCityFixBrasil que, diga-se de passagem, foi eleito o melhor blog de Sustentabilidade 2012 na categoria ‘profissional’ conconrrendo com mais de 18 mil blogs de todo o país.

Posts até agora

Definitivamente entro em um circuito onde a colaboração é mais do que (meramente) publicar. Ela começa por (1) estar realmente imbuída com o espírito da sustentabilidade nas cidades, depois (2) entra no processo de mudança pessoal nas ações (simples) do cotidiano, (3) continua no âmbito da observação e participação em iniciativas e eventos nessa área e, por fim, (4) culmina na escrita e no registro – imparcial ou não – dos fatos que ocorrem a todo instante nas cidades.

Vamos em frente !

BRT, Mobilidade e Segurança

Independente da sua eficácia, seja ela em um médio ou longo prazo, a adoção do modal BRT (Bus Rapid Transit) para transportes públicos vai muito mais além de sua operação e disponibilização para a população. Existe questões relacionadas a segurança na implantação desse sistema que pode colocar em cheque toda sua credibilidade.

Segundo estudo realizado pela EMBARQ, e publicado como diretrizes no planejamento viário com foco nos BRTs, vários são os fatores que contribuem para acidentes nos grandes corredores viários. Alguns deles são:

  • Pedestres correspondem a maioria das fatalidades ocorridas em todos os corredores de ônibus.
  • Segurança em sistemas BRT e corredores de ônibus depende da concepção global da via e não apenas da infraestrutura dos ônibus.

Esse documento é um manual completíssimo para um planejamento realmente eficaz na adoção de BRTs. Muitos detalhes são analisados, estudados e algumas soluções são propostas. Coisas como fórmula para calcular o atraso de pedestres para projetar corretamente as travessias em meio de quadra, infraestrutura para bicicletas e vegetação, uso de passarelas, dentre outros pontos são abordados em profundidade pelo documento.

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Com esse documento em mãos não tem como uma implantação de BRT em uma grande cidade não ser meticulosamente estudada e BEM projetada. Os riscos podem ser cuidadosamente analisados de maneira que os investimentos (altíssimos nessas mega intervenções) sejam aplicados assertivamente e sem desperdícios para gerações e gerações.

“Segurança Viária em Corredores de Ônibus, diretrizes para integrar segurança viária ao planejamento, projeto e operação de sistemas BRT, corredores e faixas de ônibus” é um documento cuja leitura é OBRIGATÓRIA para nossas secretarias de transportes e mobilidade urbana.

Recomendo !