[Ver] Árvores ou Florestas?

24 03 2008

Esta metáfora (“A arte de ver a Floresta e as Árvores”) é bastante apropriada quando a analisamos no contexto das organizações ou de uma área específica ou nos limites de um projeto ou mesmo em um “repentino bug“. A questão é: o que estamos observando no exato momento da crise, do problema ou nas oportunidades de mudanças?

floresta_arvores.jpg

Tentamos sempre que possível nos distanciarmos o suficiente dos detalhes com o objetivo (quase que) sistemático de “ver a floresta, além das árvores”. Ainda que consigamos tal proeza – do distanciamento – o que acontece na maioria das vezes é que ao nos distanciarmos enxergamos apenas “muitas árvores”. E se as árvores estão modelando nossos problemas…agora temos prá dar e vender! É comum neste tipo de cenário adotarmos a seguinte estratégia: escolhemos uma ou duas árvores (ou problemas) “favoritos” e concentramos nelas toda a nossa atenção e nossos esforços para a resolução. Será que esta é a melhor saída?!

Bem, nem tudo está perdido! Para estabelecer um novo olhar, de tal forma que o distanciamento ocorra na hora certa e na distância adequada, devemos tentar encontrar meios de distinguir o que é importante do que não é. Parece um pouco óbvio, mas (no momento da crise) é difícil identificar as variáveis nas quais devemos ter o foco e as variáveis nas quais devemos prestar menos atenção.

Definitivamente não precisamos de qualquer artifício (ou aparelho) oftálmico para exercitarmos nossa atenção/foco. Precisamos apenas sair do “olho do furacão” e perceber todo o tumulto causado por ele sob outro ângulo.

Convido todos a ver a floresta!





Cidade em Movimento

20 01 2008

Mais do que nomes de ruas e avenidas. Mais do que fotos por satélite da minha vizinhança. Agora o mapa do meu bairro, ou mesmo do trajeto do meu trabalho até minha casa, faz muito mais sentido. Pq? Bem, informações estão sendo inseridas por usuários que desejem compartilhar eventos, fatos, segurança e serviços públicos, etc.

Citix - Cidade em MovimentoEstou falando do Citix ["O CITIX é a nossa cidade em movimento..."]. Sabe aquele sinal ou cruzamento perigoso onde tem sempre assaltos? Sabe aquela boca-de-lobo aberta a meses e que fura o pneu de todos que passam naquela avenida sem atenção? Sabe aquela rua esburacada? Tudo isso vc pode consultar no Citix.

Este é um empreendimento que nasceu dentro do C.E.S.A.R idealizado e implementado (na cara e na coragem) por colaboradores. O Citix tá tomando forma e deve conquistar público.

Passe lá e confira!





(Nossas) Deficiências enquanto Organização/Time

10 01 2008

No post Organização deficiente já tinha listado 7 pontos em que Senge chama atenção para o que seriam as principais deficiências nas organizações.

Duas delas em especial chamaram-me a atenção pelo fato de poderem ser identificadas (também) nas organizações dentro da própria organização/empresa: times/equipes de projetos. Vamos a elas:

A Fixação em Eventos. Nossa habilidade em olhar apenas pelos ombros esquerdo e/ou direito faz com que não percebamos que além do que nos acomete de imediato, existem “forças” maiores menos perceptíveis agindo no nosso entorno. Mais uma vez somos “adestrados” e conduzidos (para ser mais polite) a perceber e reagir apenas aos eventos imediatos que rompem nossa zona de conforto. No entanto, as ameaças organizacionais (no âmbito da empesa e/ou do time) são frutos de processos lentos e graduais que formam um padrão de mudança contínuo e persistente em um longo prazo.

E a questão é: não conseguimos perceber este padrão! Muito menos compreender as causas que provocam esses padrões! Somos imediatistas, reativos e, sobretudo, orientado a eventos.

A parábola do sapo escaldado. A referência a este parábola do sapo é interessante em percebermos que DE FATO nosso mecanismo interno na detecção de ameaças à nossa sobrevivência é regulado para mudanças súbitas e não lentas e graduais. Estamos sintonizados apenas em uma única freqüência. Para aprendermos a entender e identificar processos lentos e graduais, precisamos reduzir nosso ritmo frenético [quase impossível para algumas pessoas] e prestar mais atenção ao mundo que nos rodeia.

Temos que nos livrar do destino do sapo!

Sapo Escaldado




Comprometimento, vc tem?

11 09 2007

clip_construir.gifQuantas vezes já lhe questinaram: vc é comprometido? Ou mesmo durante o decorrer de um projeto seu chefe comenta, estou notando que falta comprometimento em vc, o que está acontecendo? Já escutaram essa: não sei mais o que fazer para fulano ficar verdadeiramente comprometido com o projeto, com os prazos, etc. Dentre todas essas questões e comentários, ainda existe o comprometimento quantitativo: beltrano está 50% comprometido, o que fazer para ele atingir os 100% de comprometimento?

Percebam que vários são as nuances das perguntas, e cada vez mais fica confusa a resposta para: o que é estar verdadeiramente comprometido com algo e/ou alguma coisa?

Do dicionário, comprometer significa assumir responsabilidade grave, obrigar-se por palavra ou por escrito, revelar-se (comprometido).

No entanto, no dia-a-dia notamos que níveis – inclusive indesejados – de comprometimento permeiam entre dois polos (negativo e positivo): da apatia ao comprometimento.

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  • Apatia: nem contra nem a favor a visão. Um verdadeiro desinteressado. Definitivamente sem energia. “Será que já são cinco horas?”;
  • Não-aceitação: não consegue ver os benefícios da visão e não faz o que se espera. “Não vou fazer isso; ninguém pode me obrigar!”;
  • Aceitação hostil: não vê os benefícios da visão, no entanto, não quer perder o emprego. Faz exatamente o que se espera porque tem que fazer. Deixa bem claro que não está “a bordo”;
  • Aceitação formal: de maneira geral, consegue ver os benefícios da visão. Faz o que se espera e nada mais. “Muito bom soldado”;
  • Aceitação genuína: vê os benefícios da visão fazendo tudo o que se espera e algumas coisas a mais. Segue “a lei”;
  • Participação: ele quer e deseja. Fará todo o possível dentro do “espírito da lei”;
  • Comprometimento: ele quer e deseja. Transformará em realidade de tal maneira que (re)cria todas as “leis” (estruturas) necessárias.

Senge traz todos estes níveis de comprometimento ligados a questão da visão (compartilhada), onde o comprometimento também é mútuo e coletivo com o objetivo das pessoas se sentirem conectadas a algum empreendimento importante.pq5150paraquedistas.jpg

Depois de colocar os “pontos nos i’s” agora fica bem mais claro classificar (enquadrar) alguém – ou nós mesmos – em diferentes momentos de nossas vidas no que diz respeito ao comprometimento.

Consigo agora, por exemplo, ver claramente que ora estou apenas participando, ora estou aceitando de maneira formal e até mesmo sendo apático. A questão principal é saber onde estamos (ou estão) enquadrados, para que seja possível identificar o ponto de alavancagem para a verdadeiro comprometimento.

Façam este exercício e contem-me como foi!





Visão Compartilhada, o que é?

6 08 2007

Desvendando mais uma vez as teorias (bem práticas e extremamente reais) de Senge, decidi compartilhar com vcs um pouco do que é uma Visão Compartilha no contexto das organizações. Depois desse estudo algumas coisas começaram a ficar mais claras para mim a respeito de como as pessoas se comprometem as idéias governantes das empresas. É realmente muito interessante. Pois bem…

… possuir (ou não) uma visão compartilhada significa mais do que convergir objetivos e interesses. Vai além do compartilhamento de uma idéia única. Segundo Senge, a idéia na verdade é “apenas” um elemento de inspiração de uma verdadeira visão compartilhada, onde esta idéia transcende o nível de abstração e torna-se palpável.

“No nível mais simples, uma visão compartilhada é a resposta à pergunta: O que queremos criar?”.

Sabemos que as visões pessoais são responsáveis pelos retratos ou imagens que as pessoas têm na mente e no coração. Neste sentido as visões compartilhadas remetem de maneira análoga este conceito, agora para o nível da organização. As pessoas desenvolvem um senso de comunidade que permeia à organização e dá coerência a diversas atividades. É exatamente onde as pessoas assumem um comprometimento mútuo e coletivo com o objetivo de se sentirem conectadas a um empreendimento importante.

“Uma visão compartilhada conta com o verdadeiro comprometimento de muitas pessoas, pois reflete a visão pessoal de cada uma delas”.

visao-compartilhada.jpgInevitavelmente quando se estabelece uma verdadeira visão compartilhada, normalmente as pessoas ficam mais propensas a expor as idéias, desistir de posições extremamente arraigadas e, sobretudo, reconhecer dificuldades pessoais e organizacionais. Desta maneira os problemas encontrados nesta jornada, tornam-se triviais comparados com a importância do que se espera criar.

Robertz Fritz comenta, “na presença da grandeza, a trivialidade desaparece”. Senge completa, “na ausência de um sonho grandioso, a insignificância prevalece”.

Segundo Senge, uma visão compartilhada estimula o arriscar e a experimentação, estimulando a criatividade e o entusiasmo em criar algo novo.

Será que na organização a qual pertencemos está preparada para essa “novo” caminho? E nós, estamos ou ficaremos genuinamente comprometidos?





Tamarineira ameaçada

14 07 2007

Os (alguns) recifenses estão em um embate – dígno de adendo ao filme de Al Gore – que trata de um bem muito precioso: uma área verde de 80 mil metros quadrados.

Esta área abriga o Hospital Ulysses Pernambucano, ou Hospital da Tamarineira como é mais conhecido, cujo papel para a população carente é fundamental no apoio a mais de 1800 atendimentos por mês na emergência psiquiátrica.

Tamarineira, loucos por ela

Tudo isso está ameaçado por interesses meramente individuais, capitalistas e imobiliários para a construção de mais um “necessário” shopping center.

Para mais informações visite o site dos Amigos da Tamarineira e não deixem de assinar a Petição para preservação desta área.

Paticipe!





Mapa de Ação

9 07 2007

Você deseja avaliar estratégias passadas? Quer saber se as estratégias vigentes estão dando certo? Ou mesmo quer identificar se para aquelas estratégias futuras já definidas, elas vão mesmo ser úteis? Bem, estou aprendendo uma técnica muito interessante que trata exatamente deste tema: Mapa de Ação.

Este mecanismo para avaliação de estratégias foi definido por Chris Argyris. Nele vc consegue testar estratégias (ações) para resolver um determinado problema de qualquer natureza.

O primeiro passo é determinar nesta ordem:

  • qual é o problema;
  • quem são os participantes (envolvidos);
  • fazer uma descrição do contexto; e
  • elencar pontos fortes (que contribuem para minimizar seu problema ou mesmo para alavancar estratégias que eleminará o problema); e
  • elencar pontos fracos (que contribuem para ampliar seu problema ou mesmo ajudam na sua manutenção).

O segundo passo é fazer o mapa propriamente dito determinando nesta ordem:

  • quais são as estratégias (já executadas, em andamento e futuras), ou seja, como é que agimos, quais são nossas ações;
  • quais são os pressupostos para cada estratégia, ou seja, quais são nossas crenças e valores; e
  • quais são as consequências desejadas e indesejadas (riscos) para cada estratégia.

Utilizando o Mapa de Ação conseguimos mapear ameaças e oportunidades para tentar antecipar e definir as ações governantes nos nossos projetos. Para as estratégias já executadas, estas servirão (por exemplo) para seções de Lições Aprendidas do projeto. Para as estratégias em adamento, conseguiremos validá-las ou mesmo fazer algumas correções e ajustes no seu rumo. E para a estratégia futura, aquela que foi definida e ainda não se tem resultados, teremos elencados todos os riscos (consequência indesejadas) que aquela ação poderá desencadear.

Este é um excelente instrumento para ser aplicado nas organizações e até em problemas de pequenos grupos. Pude aplicá-lo e testá-lo na prática neste último final de semana em um grupo de estudo que participo.

O resultado foi surpreendente: identificamos um problema latente do grupo; avaliamos estratégias erradas que tomamos; e, por fim, determinamos para o futuro quais seriam as melhores estratégias para alavancar o processo de aprendizagem do grupo e como iríamos promovê-lo.

Convido todos ao exercício!





Eficiência na programação

16 06 2007

A vários anos desenvolvo aplicações para dispositivos móveis: palmtops; coletores proprietátios; celulares; entre outros. Este ano um amigo me convidou para participar em um artigo de algo em que estávamos trabalhando. O objetivo era documentar uma maneira eficiente de programar para dispositivos móveis, neste caso, celulares.

Este trabalho foi apoiado pela empresa na qual trabalhamos (C.E.S.A.R) e o artigo foi publicado numa conferência latino americana sobre padrões de projeto (SugarLoafPlop 2007).

Vale a pena conferir. O padrão proposto é extremamente prático e usável. O artigo está bem completo e sua leitura é fácil.

Faça o download do artigo aqui!

Algumas fotos do evento foram postadas e compartilhadas no MoStrips (Share your creations). Confira aqui!





Organizações deficientes

1 05 2007

Várias são as deficiências de aprendizagem das organizações, e acreditem, somos participantes na grande maioria delas. Quer ver?!

Segundo Senge são 7 as tais deficiências:

  1. “Eu sou meu cargo”
  2. “O inimigo está lá fora”
  3. A ilusão de assumir o controle
  4. A fixação em eventos
  5. A parábola do sapo escaldado
  6. A ilusão de aprender com a experiência
  7. O mito da equipe gerencial

Resumindo bastante (e encorajando-os a uma leitura mais aprofundada) destaco duas dessas deficiências.

“Eu sou meu cargo”. Bem, vcs conhecem alguém na organização que é leal ao cargo que ocupa? Que confunde a própria identidade ao posto que tem? Que se considera dono daquela “caixinha” no organograma? Já imaginou alguém?

Então vamos lá! Perguntem o que essas pessoas fazem para viver, e a resposta será uníssona: descreverão o que fazem no seu dia-a-dia e não o propósito do trabalho (ou mesmo da vida). O excesso de concentração no cargo que você ocupa faz com que você esqueça do todo. E isso é fatal! Sua responsabilidade tem (e deve) ser muito maior do que o cargo que você ocupa.

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A ilusão de assumir o controle. Todos querem ser reconhecidos com uma pessoa proativa. Mais cuidado em não estar confundido proatividade com ações energéticas em um determinado momento contra um “inimigo externo”. Senge traz uma visão interessantíssima entre ser proativo e ser reativo.

“Com bastante freqüência, proatividade é reatividade disfarçada. Quando nos tornamos apenas agressivos, combatendo o ‘inimigo lá fora’, estamos reagindo – independente de como chamamos essa atitude. A verdadeira proatividade consiste em perceber qual é a nossa contribuição para nossos próprios problemas. É um produto na maneira de pensar, e não do nosso estado emocional“.

Então cuidado com as ações energéticas, carregadas em emotividade e possuindo como alvo algo que nós próprios geramos. Para agirmos com proatividade teremos que (primeiro) tirar a cabeça do buraco e olhar por entre os ombros. Vamos precisar perceber o todo e entender a dinâmica das mudanças (elas são lentas e graduais). Desta maneira conseguiremos ser mais efetivos e, assim, proativos.





Pensamento Sistêmico

15 04 2007

A Quinta Disciplina
Peter M. Senge – Editora Best Seller.

Mais do que uma “simples” leitura estou desvendando os pensamentos e teorias de Peter Senge a respeito das organizações. Ele aborda a questão do pensamento sistêmico como uma “nova ciência desoladora”. E de fato é! Dentro da teoria da administração suas idéias foram (e estão sendo) um divisor de águas na forma como lidar com as organizações e seu capital humano.

Você desempenha um papel de líder no seu ambiente de trabalho? Leia e estude este livro. O novo mundo irá se abrir e você vai melhorar como pessoa e como profissional.

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