Esta metáfora (“A arte de ver a Floresta e as Árvores”) é bastante apropriada quando a analisamos no contexto das organizações ou de uma área específica ou nos limites de um projeto ou mesmo em um “repentino bug“. A questão é: o que estamos observando no exato momento da crise, do problema ou nas oportunidades de mudanças?
Tentamos sempre que possível nos distanciarmos o suficiente dos detalhes com o objetivo (quase que) sistemático de “ver a floresta, além das árvores”. Ainda que consigamos tal proeza – do distanciamento – o que acontece na maioria das vezes é que ao nos distanciarmos enxergamos apenas “muitas árvores”. E se as árvores estão modelando nossos problemas…agora temos prá dar e vender! É comum neste tipo de cenário adotarmos a seguinte estratégia: escolhemos uma ou duas árvores (ou problemas) “favoritos” e concentramos nelas toda a nossa atenção e nossos esforços para a resolução. Será que esta é a melhor saída?!
Bem, nem tudo está perdido! Para estabelecer um novo olhar, de tal forma que o distanciamento ocorra na hora certa e na distância adequada, devemos tentar encontrar meios de distinguir o que é importante do que não é. Parece um pouco óbvio, mas (no momento da crise) é difícil identificar as variáveis nas quais devemos ter o foco e as variáveis nas quais devemos prestar menos atenção.
Definitivamente não precisamos de qualquer artifício (ou aparelho) oftálmico para exercitarmos nossa atenção/foco. Precisamos apenas sair do “olho do furacão” e perceber todo o tumulto causado por ele sob outro ângulo.
Convido todos a ver a floresta!